Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Ceara de Natal

Esta tradição, que vem do mundo rural europeu, ainda se pratica cá em casa. Todos os anos a seara (de trigo) se faz a 8 para colocar na mesa de Natal. Este ano está especialmente adiantada e não sei se vai chegar ainda viçosa ao almoço de dia 25. Fica aqui representada em toda a  sua verdura.
Leonor Janeiro

Chazinho em Sintra com vista para a encosta


Desenhando numa manhã bem fria com a Isabel

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Campo Grande à noite

Com os ensinamentos do workshop dos Pedros cá vou fazendo umas experiencias desta feita no Campo Grande da janela de casa. Os "tubos" do metro dinamizam o espaço e até deixam ver a passagem dos comboios.
Leonor Janeiro

Desafio Natalício : Urban Sketchers Barreiro

Nós nos Urban Sketchers Barreiro, gostaríamos de vos deixar o desafio de desenharem o Natal e para tal podem procurar inspiração no que vos rodeia, as decorações das ruas, dos espaços comerciais, a pista de gelo, a tua árvore de natal, o presépio ...

O principal interesse serão sketches do Natal no Barreiro, mas se não tiverem oportunidade de visitarem o Barreiro, mostrem-nos o Natal nas vossas cidades, isto porque o que interessa é ... "Mostrar o Natal, um desenho de cada vez"

Partilhem conosco os vossos trabalhos:

🚩 Através da nossa página facebook.com/USkBarreiro ou mesmo no evento em si ( clique aqui )
🚩Utilizem a hastag #DesafioNatalicioUSkBarreiro





Merry Sketchmas para todos, 
São os votos dos Urban Sketchers Barreiro

Workshop Lisboa à noite

Desenho de Pedro Loureiro feito previamente
 No passado Sábado dia 9, eu e o Pedro Loureiro demos um workshop onde ensinámos como fazer sketches noturnos. Fomos até ao Miradouro das Portas do Sol em Lisboa, apinhado de turistas para tentar captar as belas paisagens de diferentes escalas que o local oferece. O final de tarde estava fantástico, sem chuva e à medida que a noite dava lugar ao dia, as luzes da cidade foram-se acendendo aos poucos.

Desenho de Pedro Alves no local para demonstração do uso de cor
As diferentes abordagens que se podiam ter neste local eram uma das grandes riquezas deste workshop, permitindo aos participantes arriscar o desenho nocturno à escala monumental com todo o casario de Alfama a descer até ao Tejo, ou uma relação mais próxima da rua e das suas gentes que se amontoavam aos poucos com curiosidade para ver o que andávamos nós a fazer ali...
No final, participantes e formadores estavam muito contentes com o resultado e com a sensação de dever cumprido. Recebemos inúmeros pedidos para continuar e se possível que seja este workshop. Muito em breve daremos notícias... Muito obrigado a todos os participantes e até breve.

Lisboa que vai mudando VII


Chego aos números 134-136 da Rua de São José. Há uns anos tomava aqui café de manhã no restaurante da Susana - "Solar de S. José". Depois foi vendido e os novos donos não conseguiram pegar bem no negócio. 
Foi de novo vendido e comprado por 3 jovens sócios que investiram num restaurante elegante, diferente e com comida criativa - "Sr. Lisboa". Já almocei lá e a experiência vale a pena, pela decoração e pelas mesas que são fogões. Até os wc estão bem giros. Não estou a tentar vender a ideia, mas é um caso que acho, encaixou bem na rua e no bairro. 
O prédio parece que ficou à espreita no meu caderno.

Itinerário - Lisboa que vai mudando I, II, III, IV, V, VI

Ainda o Porto




O autocarro 500 sai da Avenida dos Aliados e vai até ao Castelo do Queijo. E com o "andante", adoro este nome para o bilhete metro/autocarro, nos permite entrar e sair, fomos aproveitando apesar do dia embrumado que estava. Fiz este sketch rapidamente na paragem a seguir à praia dos ingleses. Apesar da bruma o mar estava lindo.

Nota: desculpem mas não resisti. Andei a dar umas voltas pelos sketches pois ultimamente pouco tenho visto. Quando cheguei ao fim da página vi que o post que acabara de publicar era o 1111. Sorri pelo número e porque, quando andava na 4ª classe, creio, havia um livro de problemas de aritmética que era Exercícios 1111 ou algo parecido; confesso que sorri e me enterneci.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

UrbanGlas

O trabalho na neon shop é um vaivém entre bancadas. Acende o maçarico, assopra na palheta, liga à corrente, corrige a luz... sempre de um lado para o outro.

Ainda o Porto





Árvore dos Jardins do Palácio de Cristal, Porto. Uma arvorezinha teria de existir senão nem seria eu... Feita em 5m.

Gamboa, Peniche


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Marvão


Comer, desenhar e conversar


Depois dos "encontros" temos muita fome, muita vontade de conversar e de continuar a desenhar por desenhar!

Foi há tempos

Mas nunca é tarde para agradecer este e tantos outros belos eventos como este 3º Encontro Internacional de Desenho de Rua em Torres Vedras.
Não há vez em que não aprenda qualquer coisa.
Desta vez também com a preciosa ajuda do Dr. Vasco Avilez, que nos relatou a origem da expressão "À Saúde!" quando numa prova se tilintam os copos antes de beber um bom vinho em boa companhia.







Porto





O dia começou no Café Guarany de que tanto gosto; depois fomos para o Museu Soares dos Reis, um Museu a que sempre regresso quando vou ao Porto. Para mim tem uma das melhores colecções de pintura portuguesa do sec. XIX e do séc. XX.

Estavam patentes duas exposições uma do Almada e outra das Pratas da Ordem Terceira.

Uma belíssima manhã resumida nesta dupla página.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

UrbanGlass

Na neon shop o trabalho é maioritariamente feito sobre mesas.
Os tubos são tapados nas pontas e aquecidos num maçarico especial, fixo à bancada. Enquanto se dobram e moldam, para manter ou aumentar a bitola do tubo, é preciso assoprar lá para dentro através de uma mangueira e boquilha próprios. Parece que fumam narguilé.

Clube Militar Naval

Encontro em Lisboa, num edifício do século passado, com uma fachada muito bonita em "Arte Nova", mas em que as laterais são construção "normal". Os interiores todos em arte nova, de muito bom gosto, bem conjugados, quer paredes, vitrais, mobiliário, etc..
Depois de uma boa visita guiada, pelo Capitão de Mar-e-guerra João Gonçalves, também ele um Urban Sketcher, fomos desenhar. Encontrei estes dois elementos que me chamaram a atenção, o primeiro o Púlpito destinado a oradores, o segundo um aparelho (Bitácula), existente em todas as embarcações, destinado a saber o rumo do navio.
Clube Militar Naval, desde 1866

Porto




Um sketch feito no Porto durante os poucos dias em que lá estive. Voltava já para lá; há tanto para ver e desenhar.

Ponta Delgada


Tenho desenhado muito, mas pouco «in situ»... já tinha saudades.

(Tinta da China, caneta caligráfica, carimbo e grafite)                                                                                                                                                      «in situ»

Clube Militar Naval


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Museu do Design em Londres

Para quem se interessa por design, ou para quem já se interessou (é o meu caso), ou para quem se interessa por fenómenos de consumo, ou pelas sociedades em geral, ou por objectos industriais ou, podemos dizer, toda a gente, a visita ao Museu do Design em Londres é obrigatória. Logo à entrada há um painel com objectos de uso quotidiano trazidos pelos visitantes. O desenho representa, mais ou menos, esse painel.


Clube Militar Naval de Lisboa


Cais do Poço do Bispo


Enquanto esperam a sua vez de entrar em acção o Raio, a Rute e a Rota descansam atracados ao cais. 

Convento dos Cardaes

Fui ao Convento dos Cardaes para ver a exposição da Catarina França mas não podia porque a sala estava ocupada com os brunch. Também não podia ir ao brunch porque não tinha marcação. Também não podia marcar o brunch. Só para de aí a oito dias...
Fiquei-me pela janela.

Clube Militar Naval, Lisboa - 10-12-2017

Confesso que desconhecia este clube em Lisboa e fiquei fascinada pelo bar e suas múltiplas placas (sei que têm um nome especifico mas não consegui apontar).
Obrigada João Gonçalves (o anfitrião e autor da sugestão do encontro) pela simpatia e pelas explicações :-)




E o dia terminou de volta de uma deliciosa sobremesa :-)


TRAÇO17 em Castelo de Vide

Família

Ontem ao fim da tarde, abrigado do Ana, deu-me para andar de caderno em riste a desenhar. A Daniela: "...já está? Posso ir?"... O meu filho: "...sai da frente!" A minha filha: " ....nada! ". Arrisquei grandes planos. Quase encostado, a chatear mesmo. A casa, também coube aqui, pois que era a última folha de mais um diário... Eis a minha família. O meu reduto. Gostava mais de ter desenhado também os meus pais.  E no fim,  adoraria poder mostrar-lhes... enfim.
No fim fomos fazer o presépio. Viva o Natal. Com um bom vinho do porto e ao som de Tom Waits. 
Lamechas e quentinho, como deve ser.  

Desenhar à noite com os Pedros

Grande workshop foi o que teve lugar no passado sabado nas Portas do Sol!
 Os Pedros ensinaram como desenhar à noite.   O primeiro desenho foi feito no local a ver o Tejo do miradouro. Esse valeu -me uma grande constipação e muita sabedoria.
O segundo foi em casa com base numa foto de Amsterdam à noite que tirei há 2 anos. Será que aprendi a lição?
O Pedro Alves e o Pedro Loureiro estão de parabéns. Podem organizar mais workshops que agradeço.
Leonor Janeiro



WS Desenhar Lisboa à noite - 9dez17

Este workshop foi extremamente desafiante: aprender as técnicas numa luta contra o tempo - o tempo do anoitecer - e pô-las em prática quase seguindo mais a intuição e menos o detalhe...por se deixar de ver o que se pinta e onde se pinta...
Nada melhor para soltar o pincel e ultrapassar a exigencia da perfeição!

Aprendemos e divertimo-nos muito, graças aos nossos excelentes coachers. Muito bom!
E este foi o resultado que consegui obter...


Clube Militar Naval


RuaActiva em Ponta Delgada




«A identidade das cidades depende das suas vivências, das actividades implementadas e funções desempenhadas, sobretudo ao nível da Rua.» A 8 de dezembro, dia das montras em Ponta Delgada, o comércio tradicional é responsável por um concurso que envolve uma série de lojas e criam-se dinâmicas que envolvem a comunidade em geral. O arraial monta-se cedo e estende-se pela noite fora. Cria-se um cenário de festa onde a animação se dirige às muitas pessoas que vêm à cidade à procura do que ela tem para oferecer nesta época de Natal.



«A proposta RuActiva pretende reconstruir a cidade, através de acções capazes de restabelecer a dinâmica social e revitalizar a economia local. E assim, estimular e implementar ideias empreendedoras, projetos culturais e intervenções artísticas, em contacto directo com o público, são o  principal objectivo desta iniciativa. Para tal, propõe-se, anualmente, desenvolver, junto da comunidade, uma acção dedicada à requalificação dos centros urbanos, através da (re)ocupação temporária de espaços actualmente inactivos – os pisos térreos e suas montras.» Foi no âmbito da  ruActiva que os Urbansketchers Portugal Açores participaram dando uma nova pele a um piso térreo da cidade. Aproveitámos para divulgar o coletivo e homenagear a Inês Peixoto, uma jovem fundadora do grupo e pessoa apaixonada pelo desenho que... nos deixou subitamente. 

No final, a equipa estava exausta (porque foi tudo demasiado intenso e rápido) mas, feliz por ter conseguido dar conta do recado.

Fotocredit: Carlos Melo
Mais fotografias aqui

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sílvio Menendez

O Sílvio é de Buenos Aires mas vivia em São Franscisco. 
Conheci-o em Paraty, na derradeira e mais divertida noite do Simpósio. 
No ano seguinte veio conhecer Lisboa e voltámos a encontrar-nos. Disse-me que ia regressar no ano seguinte para fazer a sua festa do 50º aniversário, não só regressou como passou aqui um mês inteirinho. Disse-me que se tinha enamorado da nossa cidade e que no ano seguinte se mudaria de vez para Lisboa. E mudou!

Somos grandes amigos, e desde Julho deste ano também vizinhos. Encontramo-nos sem precisar de uma razão, só porque sim. Jantamos, bebemos um copo de vinho e falamos sobre desenhos, exposições, viagens e projectos que hão-de-vir.

Aos que não acreditam no poder incrível dos desenhos, que venham aqui ler esta estória...




Lisete e Sr. Silva - os Sogros

Antecipando que dificilmente conseguirei ter disponibilidade para sacar um retrato mais abrangente da família durante o Natal, possivelmente ocupado a colocar a conversa em dia e a "encher o bandulho", aqui fica já a minha participação para o desafio "Família", um sketch que fiz este fim-de-semana dos meus sogros. Há a família com que nascemos e crescemos, e depois há aquela que vamos ganhando. No meu caso, no que a sogros diz respeito, saíu-me a sorte grande.


Nini close up

de Manhã, sentada ao meu colo a olhar pela janela. Tinha a mochila onde transporto os meus materiais mesmo ali à mãe de semear e então, por impulso, decidi sacar ali um retrato de 5 minutos. Por vezes não há nada melhor que desenhar sem preparação, sem tempo, mesmo que numa posição desconfortável. Porque as expectativas são à partida logo menores, deixamos que seja a intuição a decidir coisas como as marcas, os valores, a composição, etc... não temos grande remédio que não assumir os erros que surgem. E no final gostei.


Clube Militar Naval
















Clube Militar Naval


Praça da Fruta

A Praça da Fruta é um must das Caldas da Rainha de manhã quando há muita gente às compras. Mas há sempre quem leia calmamente o jornal sentado num banco.
Leonor Janeiro

Terreiro do Paço

Finalmente arranjei tempo para desenhar. Comecei pela esferográfica preta e vai de pegar na Tombow. Quando passei às tramas e sombras não resisti a um pouco de cor, porque também não pintava nada há demasiado tempo - quase um mês é demasiado tempo sem desenhar, até as mãos ficam dormentes.

Comunidade Emaús


Na última sessão do 10x10, fomos à comunidade Emaús desenhar grandes histórias. Se há momentos para escolher o que contar com valor, este local é um deles. Não recebem subsídios e tudo o que têm vem do seu trabalho. Recolhem o que mais ninguém quer, limpam ou restauram e depois vendem. Muitas das coisas estão ao ar livre, pois não se estragam, como a loiça ou vidros. As madeiras e material electrónico ficam sempre dentro dos armazéns.

O Óscar Teixeira vive na comunidade Emaús desde 2004. Aprendeu a cozinhar com a Maria da Fé e trabalha como cozinheiro desde 2012. O que gosta mais de cozinhar é feijoada. Creme de cenoura é a sopa mais fácil de fazer. Gosta de tudo na comunidade Emaús.


Hoje dediquei umas horas valentes a digitalizar os meus cadernos!