Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

24° Encontro USk P Açores | Pico queimado

O 24º Encontro USkP Açores fez-se em parceria com o Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas  da Ribeira Grande e com o Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira velha. 
Realizou-se a atividade a propósito da comemoração das Erupções que ocorreram na noite de 28 de Junho de 1563  na Lagoa do fogo e quatro dias depois no Pico da Sapateira / Pico Queimado.

OAlgar do vulcão)

(Cratera do pico queimado)


Eu desconhecia o Pico Queimado, o trilho é fácil e tornou-se muito mais interessante com as explicações da Eva Lima (Geóloga, responsável pela Geoconservação e Planeamento Ambiental) e do Tiago Menezes (Biologo, Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha . Vimos o Algar e a cratera do vulcão e distinguimos domus  e vulcões.

(cont.)

(Caneta caligráfica, lápis de cor, carimbo, grafite e aguarela)                                                  mais aqui: «in situ»

O muro

Santo Amaro Oeiras


montemor_4º encontro

os desenhos no caderno
 
Chegámos no dia. em Montemor não havia vagas nos hotéis, tivemos de ficar na Figueira da Foz, a apenas 13 Km. Jantámos na pastelaria Bijou, um restaurante com nome de pastelaria. Enquanto esperámos pela comida sai este desenho. As noites de verão na Figueira são bem vividas, muita gente na rua a caminhar e as esplanadas estão cheias.
 
 
dia 12, rumo a Montemor, mas isso já escrevi anteriormente. Ficou em falta os desenhos no caderno, que publico agora.
 
O desenho que se segue foi feito após o almoço, passando pelo quarteirão das artes, deparo-me com esta entrada do castelo. Tive de ser rápido, pois o calor começava a apertar.
 
Ao caminhar rumo à entrada principal, deparo-me com este enquadramento ao qual não resisti.
 
 
já dentro das muralhas e à sombra, faço este primeiro desenho da igreja de S. Martinho. Primeiro fiz no caderno e só depois na folha solta.
 
 
 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Chicago, Bar 222.

Quando se juntam 10 sketchers no Bar 222, são 10 cadernos abertos e 10 canetas na mão.

Andanças 2017 - o Tasco dos palcos e os óculos

Este bar na zona dos palcos, construído com material reciclado, fica aberto noite fora fazendo companhia aos bailes e bailarinos, com bebidas, empadas, e salgados vários. No dia seguinte a ter feito este desenho, apercebi-me que tinha perdido os óculos graduados. Puxei pela memória e deduzi que devia tê-los deixado junto do banco de paletes em que me sentei para desenhá-lo. Fui ao centro operacional (CO) dá-los como perdidos e de seguida fui perguntar no tasco. Assim que pergunto, responde o barman brasileiro super bem disposto: "'tá no céu! Entreguei pr'o CO 'inda há pouco!". E não é que lá apareceram intactos?


Museu da Música





Ontem de manhã estive no Museu da Música e tenho de voltar pois ficou muito por desenhar.

Uns desenhos ao sul

O sr Arménio tem uma tasquinha em Olhão que repito sempre com prazer. O peixe é grelhado, bom e barato. Não tem pressa ao servir nem a receber...gosta mais é de ver os clientes divertidos e de se divertir também. Traz sempre uns animais exóticos que exibe às crianças. Às vezes ainda faz uns truques de magia com cartas.
 Desta feita era uma ave amarela. tentei desenhá-lo "à queima-roupa".

Um desenho da "esplanada" no fim de almoçar. Com os pés quietos para não pisar a cauda de um cão de um holandês sentado nas minhas costas...com uma barba branca enorme e aquele aspecto de quem veio para (este) Algarve há uns anos e nunca mais voltou. Lamentavelmente, naquela escolha ao sentar...ora bem, para onde fico virado/que ângulo será melhor para comer/desenhar?...  ( vocês sabem do que eu estou a falar!) , fiquei virado de costas para tal personagem.
O mercado em Olhão. Tão desenhável que ele é.

Uma paragem em Alcácer do Sal que se previa menos demorada e menos agradável

Ora neste desenho escrevi uma coisa que espero não me arrepender de partilhar:
É uma espécie alternativa para encontrar onde comer bem e de forma justa. Em Agosto e no Algarve tarefa ainda mais titânica. Então paro junto dos senhores do dominó, da sueca ou do banquinho de jardim e digo educadamente, sem fugir à verdade: 
- Os senhores desculpem-me, mas tenho ali umas crianças no carro e precisava de encontrar um restaurante assim com uma comidinha mais caseira...será que me podem ajudar?
-Depois de alguma conferência mais ou menos demorada, atiram-me uma ou duas soluções honestas. Sigo-as sempre e nunca me arrependi. Desta vez almoçámos muitíssimo bem numa pensão onde jamais teria entrado. Pensão Flor. Fantástico.
Se fosse uma APP, seria a "Idoso Advisor".

Ontem fiz uma pavlova...

...bem docinha!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Lojas tradicionais de Lisboa

O projecto do livro das lojas tradicionais continua em curso. Os custos e a editora (a Zest Book) estão garantidos, faltam alguns conteúdos (textos e desenhos). Depois de visionarmos (nós USkP, o Forum Cidadania e a editora) os desenhos enviados verificámos algumas lacunas (lista em baixo. Atenção ao que está a vermelho).

Solicitamos os desenhos que faltam. Podem enviar em baixa resolução. Até meados de Setembro (no fim de Setembro tem que estar tudo entregue na editora). Enviem para uskp.actividades@gmail.com

Desenho de Teresa Ruivo

1. A Carioca - Chiado ao pé do Camões - Falta o exterior 
5. Armazém das Malhas - R. Forno de Tijolo (Bairro das Colónias) - Falta tudo
8. Casa Achilles - R. de São Marçal - Mais pormenores (não sei se o exterior é interessante)
10. Casa Macário - Rua Augusta - Falta exterior e pormenores 
16. Conserveira de Lisboa - R. dos Bacalhoeiros - Faltam pormenores
23. Farmácia Gomes - R. Rodrigo da Fonseca - Falta tudo
27. Óptica Jomil - R. do Ouro - Faltam interior e pormenores
29. Ourivesaria Barbosa & Esteves - Rua da Prata - Falta tudo
30. Ourivesaria da Moda - Rua da Prata - Faltam interior e pormenores
31. Ourivesaria e Joalharia Barreto & Gonçalves - R. das Portas de Sto. Antão - Falta tudo
34. Ginjinha Sem Rival e Eduardino - R. das Portas de Sto. Antão - Faltam interior e pormenores
35. Joalharia do Carmo - Rua do Carmo - Faltam interior e pormenores
36. Joalharia Ferreira Marques – Rossio - Faltam interior e pormenores
37. Livraria Aillaud e Lello - Rua do Carmo - Faltam interior e pormenores 
39. Londres Salão - Rua Augusta - Faltam pormenores
43. Pérola do Chaimite - Ava. Duque de Ávila - Falta o interior 
44. Pérola do Rossio – Rossio - Falta tudo
49. Sapataria do Carmo - Largo do Carmo - Faltam interior e pormenores
50. Sapataria Lord - Rua Augusta - Falta o exterior
51. Tabacaria Martins - Largo do Calhariz - Faltam pormenores
54. Ourivesaria Sarmento - Rua do Ouro. Junto ao elevador de Santa Justa - Faltam interior e pormenores
57. Pastéis de Belém - Rua de Belém 84-92 - Faltam exterior e pormenores
58. Retrosaria Arqui Chique - Rua da Conceição 83 - Falta tudo

dia do saloio antecipado

o dia do saloio é hoje, dia 15, mas foi vivido ontem
 
Saímos de casa com destino à Praia das Maçãs. Seguimos rumo a Mafra, fugindo das autoestradas e das  vias-rápidas. Queríamos mostrar à pequenada algumas das aldeias típicas da região saloia, explicar-lhes como viviam e qual o significado da palavra saloio, longe dos preconceitos e das barbaridades que lhes vão "ensinando".
 
Apesar de se encontrar na zona limite e de alguns iluminados tentarem "apagar esse facto histórico", Torres vedras também se encontra na zona saloia, assim como Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Loures, Mafra, Odivelas, Sintra e Sobral de Monte Agraço. A região saloia, era no fundo a região que alimentava Lisboa, desde os víveres, ao pão. Era sobretudo o pão, a principal fonte de rendimento desta região. Foi esta produção que marcou a paisagem rural, através da construção de azenhas e de moinhos, visíveis ainda hoje.
 
 Os homens dedicavam-se sobretudo ao campo (camponeses), já as mulheres trabalhavam de dia e noite, com a lida da casa, a cuidar dos filhos, a ajudar os maridos no campo e como se não bastasse, ainda lavavam a roupa das "senhoritas de Lisboa". 
 
Desses tempos, restam-nos os moinhos, a maioria em ruína e algumas casas típicas. Já me esquecia, o belo e saboroso pão saloio...  Muitas aldeias chegaram a ficar sem qualquer habitante, como a aldeia de Broas ou a Aldeia da Mata Pequena (Mafra). Esta última ganhou uma nova vida ao ser adquirida (quase na totalidade) por um jovem casal, tornando este espaço num aldeamento turístico, aberto ao público, mantendo o espírito de uma aldeia: rua pública, cães, gatos, galinhas, porco, patos..etc...
 
A paisagem é de postal e eu não resisti a fazer 2. Confesso que não é o tipo de desenho que aprecie, mas deu-me enorme prazer a fazer estes dois desenhos. Pelo tempo que demorei, pela companhia, pelas conversas que ouvi, pelo som dos animais, mas sobretudo pelo silêncio e pela paz que ali sentimos.
 

 
 
Dali seguimos para a Praia das Maçãs, deixando pelo meio Cheleiros.
 
Na Praia das Maçãs, o tempo estava nublado. Nada que nos assuste, ou não estivéssemos habituados a Santa Cruz.
 
Assim que o sol começa a mostrar o ar de sua graça, vou para a esplanada onde faço esta espécie de desenho.
 
 
15h Apanhámos o eléctrico até Sintra.
 
Já me tinha esquecido como o percurso é bonito. Na ida e na volta, para além da beleza da paisagem, o que mais me marcou foi a quantidade de casas abandonadas e em estado de ruína. Casas de veraneio, iguais a outras tantas que vão-se repetindo pela costa, mas que as árvores desta zona as tornam únicas.
 
Sintra estava como Lisboa e Porto, cheia de turistas. 
No eléctrico não deu para desenhar, mas em Sintra, apesar do cansaço ainda houve tempo para um rabisco rápido.
 
 
 
 

Nós e os Cadernos

Pelo segundo ano consecutivo (e é para continuar!) realizou-se o encontro “Nós e os Cadernos” em Esposende por iniciativa do Tiago Cruz (parabéns Tiago!). Alguns de nós, que desenhamos com frequência em cadernos, além de desenhar expusemos algumas ideias sobre esta actividade. Este ano o mote era “Uma caneta fotográfica. Será?”. Recorri à minha (pouca) experiência em publicar nos media e falei das vantagens do desenho em relação à fotografia no jornalismo com o título “O fotógrafo não estava lá”, lembrando-me duma rúbrica que havia já há uns anos no extinto Diário Popular.

Em baixo, por ordem, António Jorge Gonçalves na sua intervenção, com o Rui, que acompanhou todo o evento, a filmar, a praia da Apúlia, com a Rosário Félix ao meu lado e por fim o Manuel San Payo. No meu blog tenho mais alguns desenhos.




Praia

O mar estava maravilhoso, com água de temperatura fresca - mas não fria. Depois de muitos mergulhos, chegou a hora do desenho. As modelos desapareceram em três tempos...


Praia de São Lourenço

Uma neblina alta e cinzenta tomou conta do azul do céu, o seu reflexo sentiu-se no mar.
As falésias estavam escuras, oxidadas, velhas e cansadas, sombrias sem sol.
A maré recolheu-se, deixou uma linha de algas para trás, acalmou a tal ponto que as ondas molhavam apenas dos dedos ao calcanhar, a água estava fria e o vento deixava-a vazia de gente.
As barreiras e chapéus multiplicavam-se aos poucos, mas eram apenas desejos de que o Sol voltasse a brilhar.
Andei pelas falésias, pelas rochas, pelas algas, pela água, mas a melancolia de fim de férias levou-me ao abrigo a desenhar...

Largo engalanado

Decididamente, estou fascinada por Castelo de Vide. Com uma judiaria bem preservada, desenvolve-se por ruelas com um casario lindíssimo que, nalguns casos, arqueia sobre as ruas. Embora em terras quentes, o verde abunda distribuído por jardins generosamente frondosos, sempre com bebedouros ou pontos de água. A visita à judiaria, à sinagoga e ao castelo, é obrigatória. As portas, ah! as portas... Muitas, de ombreiras em pedra, qual delas a mais bela... E desta terra, berço de Garcia de Orta, aqui fica o Largo dos Mártires da República, em veste festiva.


4º Encontro MoSk em Montemor-O-Velho

Um dia para percorrer, explorar e desenhar esta vila monumental nas belas terras do Baixo Mondego
Rua Direita do Castelo 

A mesma rua, uns metros adiante 

Praça da República, a partir de uma esplanada muito procurada pelos sketchers 

Largo do Pelourinho 

Muralhas do castelo e Torre do Sino, tendo como fundo um dos muitos incêndios que lavravam pela região.

Um grande abraço ao Jorge Antunes, talentoso e incansável anfitrião que não parou um segundo para que todos tivéssemos o melhor dos acolhimentos. Valeu a pena o esforço, pois fica um dia para recordar!

Convento de Santos-o-Novo


O Convento de Santos-o-Novo não tem à primeira aproximação um motivo óbvio para desenhar. É preciso andar ali à volta à procura dos melhores ângulos. Por puro acaso, porque não conhecia o desenho, numa das vistas acabei por escolher o lado oposto ao que o Filipe Almeida escolheu no desenho dele. Em cima da ponte que passa por cima da linha do comboio a tentar adivinhar a fachada principal por detrás do muro e do arvoredo.

Pequenas praias, grandes praias

Levei o caderno grande comigo para o passeio até à praia, já com a folha já dividida em 4. Passei na Praia Pequena, depois caminhei ao longo da Praia Grande e finalmente, já na areia, fui para as pequenas praias que se formam entre rochedos na maré baixa na esperança de conseguir água menos fria. Do percurso restaram estes pequeninos desenhos rápidos. O banho....ficou adiado.
Leonor Janeiro